Projeto de dissertao do Modelo de Referncia de Planejamento e Controle da Produo.
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Projeto de Dissertao - PCP
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UENF- Universidade Estadual do Norte Fluminense CCT- Centro de Cincia e Tecnologia LEPROD- Laboratrio de Engenharia de Produo
Um modelo de referncia para o planejamento, programao e controle da produo um ERP de cdigo aberto.
Ailton da Silva Ferreira
Projeto de tese apresentado ao Centro
de Cincias e Tecnologia, Universidade Estadual do da Norte
Fluminense, como parte das exigncias para obteno do titulo de Mestre em Cincias de Engenharia, rea de concentrao Engenharia de Produo.
Professor DSc. Renato Campos
Orientador
Campos dos Goitacazes RJ 2004
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SUMRIO
1. Introduo.........................................................................................................................2 2. Objetivo do estudo. .........................................................................................................3 3. Justificativa da pesquisa. ...............................................................................................3 4. Reviso Bibliogrfica. .....................................................................................................5 4.1 Hierarquia do Planejamento. ...................................................................................5 4.1.1. Planejamento da Capacidade..........................................................................8 4.1.2. Planejamento de Materiais..............................................................................9 4.1.2.1. Plano Agregado.............................................................................................9 4.1.2.2. Plano Mestre...............................................................................................10 4.1.2.3. MRP..............................................................................................................11 4.1.2.4. Programao da Produo........................................................................12 4.3. Sistemas de Informao......................................................................................16 4.4. O sistema MRP I..................................................... Erro! Indicador no definido. 4.5. O sistema MRP II....................................................................................................17 4.6. ERP...........................................................................................................................21 4.7. ERP 5. .....................................................................................................................24 4.8. Engenharia de software.........................................................................................27 4.9. Modelagem de Empresas. ....................................................................................29 4.10. UML. .......................................................................................................................33 4.10.1. Diagrama de Casos de Uso (Use Cases Diagram). ................................34 4.10.2. Diagrama de Classes (Class Diagram)......................................................34 4.10.3. Diagramas de Interao (Interaction Diagrams).......................................34 4.10.4. Diagrama de Estados (State Diagram). .....................................................35 4.10.5. Diagrama de Atividades (Activity Diagram)..............................................35 4.10.6. Diagrama de Implementao (Deployment Diagram). ...........................35 5. Formulao do Problema (problemtica). .................................................................38 6. Hiptese.........................................................................................................................39 7. Metodologia....................................................................................................................39 8.Cronograma. ...................................................................................................................40 9. Resultados esperados..................................................................................................40 Referencias Bibliogrficas................................................................................................41
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1. Introduo. O atual ambiente mundial de rpidas mudanas econmicas, flutuaes de demanda e de grandes evolues tecnolgicas, tem criado novos paradigmas, e tem impulsionado as empresas a processos operacionais e gerenciais mais dinmicos de forma a fazer face competio global, que tem deixado de ser apenas regional para ter um aspecto mundial. A rapidez com que as mudanas no ambiente externo afetam as empresas requer o desenvolvimento de eficientes estratgias de aquisio de informaes internas e externas, de modo a aumentar a eficcia organizacional em relao ao meio empresarial em que a empresa se insere. As organizaes atualmente devem ficar atentas para acompanhar os avanos do mercado, num cenrio cada vez mais competitivo. Uma das opes para que a empresa possa programar seus recursos e obter um maior planejamento de seus processos a implementao de softwares que possam auxiliar o planejamento de seus recursos materiais e humanos. Entender a organizao importante para a maior competitividade das empresas, porque muitos problemas na definio das estratgias, podem ocorrer devido ao pouco conhecimento das atividades da organizao. A modelagem organizacional permite no s melhor entender requisitos organizacionais que interferiro nos sistemas, mas tambm identificar alternativas viveis para os vrios processos da organizao, de forma a trazer um referncial competitivo para a tomada de decises, permitindo estudar a melhor utilizao do seu potencial industrial como forma a se obter respostas mais eficazes s presses existentes no mercado (ALENCAR apud PDUA e CAZARINI ,2002). Para a modelagem ser utilizada a UML, amplamente adotada atualmente no mundo, por ser orientada a objetos tendo como principais vantagens a sua facilidade no desenvolvimento e reutilizao.
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2. Objetivo do estudo.
Pretende-se na Dissertao de Mestrado desenvolver um modelo de referncia para ERP (Enterprise Resource Planning) de cdigo aberto, tendo como domnio rea do Planejamento, Programao e Controle da Produo (PPCP) utilizando a UML para modelar de forma a "mapear" e documentar (ou seja, modelar os processos e informaes) os quais podem servir de base para novos cdigos de ERP's os processos e informaes tpicas desta rea dentro de uma empresa, ou seja para pequenas e medias empresas. Pretende-se tambm desenvolver atravs da linguagem de programao Python um prottipo para realizar testes.
O foco desta Dissertao ser a conciliao da demanda com os recursos existentes na empresa, de forma a trabalhar da melhor forma possvel o planejamento dos materiais e das capacidades das empresas, atravs de uma estrutura hierrquica de decises relacionadas com o PPCP.
3. Justificativa da pesquisa.
Justifica-se o presente projeto de pesquisa pela falta de uma documentao no sistema ERP5 na rea de planejamento, programao e controle da produo em pequenas e medias empresas (PME's). Isto posto, o modelo a ser desenvolvido poder trazer vantagens no desenvolvimento de software livres, de forma que o planejamento possa ser desenvolvido nos nveis estratgicos, ttico e operacional. Sendo assim, os processos podero ser subdivididos em sub processos, constituindo uma forma lgica e integrada de produzir, transformar e agregar valor aos negcios, que podero dar competitividade s PME's. Uma outra justificativa pode ser feita pela tendncia mundial e brasileira tanto da iniciativa privada, como do Governo no que tange a software livre, pois poderia diminuir a dependncia de sistemas computacionais que so licenciados
por empresas internacionais.
4 No caso da programao da produo, existem
vrios softwares no mundo, que trabalham com a conciliao da capacidade produtiva, com a capacidade de materiais, porm os mesmos devem ser licenciados, portanto o ERP de cdigo aberto pode ser uma sada para que pequenas e medias empresas possam obter uma maior independncia financeira. Outro ponto a ser salientado a adaptabilidade do software ERP 5 que, por ser de cdigo livre, aos usurios ajustar alguns parmetros desse sistema a realidade de sua organizao.
5 4. Reviso Bibliogrfica. 4.1 Hierarquia do Planejamento. Gershwin e Saad (Apud CAMPOS, 1998) afirmam que uma hierarquia de planejamento deve considerar desde decises de longo prazo, at decises a curto prazo. Os interesses e necessidades so diferentes em cada nvel hierrquico de tomada de decises, tanto em funo da natureza da deciso (estratgico, ttico e operacional), quanto ao tempo de planejamento (Longo, Mdio e Curto Prazo). Uma decomposio hierrquica do planejamento da produo segundo Campos (1998) dividida ao longo do tempo compreendendo cinco nveis clssicos:
Plano Agregado. Plano Mestre. Planejamento de Recursos (MRP e MRPII). Programao. Liberao da Produo.
Para Corra et al. (2000) a Decomposio Hierrquica da funo do Planejamento, Programao e Controle da Produo (PPCP) parte da compreenso dos conceitos bsicos como:
S&OP (Sales & Operations Planning). MPS (Planejamento-mestre da produo). MRP. Programao da Produo. Segundo Corra et al. (2000), S&OP (Sales and Operations Planning)
planejamento de vendas e operaes um processo que envolve a alta gerncia tratando de decises longo prazo envolvendo a integrao entre vrios setores da empresa como manufatura, finanas, engenharia do produto, logstica e marketing.
6 Esta integrao pode ser visualizada na figura 1 que apresenta uma estrutura do S&OP no processo de planejamento global da empresa envolvendo o plano agregado de vendas, plano financeiro, plano de desenvolvimento de novos produtos e do plano de produo agregado, garantindo que essas reas tenham coerncia em suas decises (CORRA et al., 2000).
Planejamento estratgico do negcio
Plano de desenvolvimento de novos produtos Plano Financeiro (Oramento)
S&OP
Plano de vendas agregado
Plano de Produo agregado
Plano de vendas detalhado
Plano-mestre de Produo(MPS)
Figura 1: S&OP no Processo de Planejamento Global. Fonte: CORRA, Henrique L. et al.Planejamento, Programao e Controle da Produo: MRP/ERP:conceitos, uso e implantao.:Atlas,2000, p.279. A Figura 2 apresenta uma Hierarquia de Planejamento de uma empresa, relacionando o planejamento da capacidade dos recursos da empresa, com o planejamento das necessidades dos materiais.
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Planejamento Estratgico
Planejamento de Capacidade Planejamento de Materiais
Recursos, Crticos, Tempos, offset
Longo Prazo RRP
S&OP
Famlia de produtos
Recursos, Crticos, Tempos, offset
Mdio Prazo RCCP
MPS
Produtos Finais
Centros Produtivos, Roteiros, Tempos
Curto Prazo CRP
Componentes
MRP
Programao Da Produo Programao das operaes
Figura 2: Hierarquia do Planejamento, Programao e Controle da Produo. Fonte: CORRA,Henrique L. et al.Planejamento, Programao e Controle da Produo: MRP/ERP:conceitos, uso e implantao.:Atlas,2000, p.279.
RRP (Resource Requirements Planning RCCP (Rough Cut Capacity Planning CRP (Capacity Requirements Planning S&OP (Sales & Operations Planning) MPS (Plano Mestre) MRP (Material Resource Planning)
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A seguir detalharemos as funes envolvidas no planejamento de materiais e no planejamento da capacidade.
4.1.1. Planejamento da Capacidade. Para Corra et al. (2000) o planejamento da capacidade a longo prazo RRP (Resource Requirements Planning) um planejamento que visa as seguintes decises do S&OP:
Antecipar a necessidade de capacidade de recursos a longo prazo. Subsidiar as decises de quanto produzir, principalmente quanto limitao de capacidade e recursos, quando no possvel atender os planos de vendas.
O planejamento de capacidade mdio prazo RCCP (Rough Cut Capacity Planning) denominado planejamento de recursos crticos tendo como principais objetivos(CORRA et al., 2000):
Antecipar a necessidade de capacidade de recursos poucos meses antes de sua mobilizao. Gerar um plano de produo de produtos finais. Subsidiar as decises de quanto produzir de cada produto, principalmente nas situaes de limitao de capacidade de alguns recursos.
O planejamento de capacidade de curto prazo CRP (Capacity Requirements Planning) para Corra et al.(2000), visa subsidiar as decises do planejamento detalhado de produo de materiais MRP (Material Resource Planning), com os seguintes objetivos:
Antecipar as necessidades de recursos em poucas semanas. Gerar um plano detalhado de compras e produo por meio de ajustes sugeridos pelo MRP.
9 A seguir so apresentados com maior detalhe as funes relacionadas com o planejamento de materiais.
4.1.2. Planejamento de Materiais.
Segundo Corra et al. (2000) o planejamento de materiais constitudo pelo S&OP, plano mestre da produo, planejamento de recursos (MRP e MRP II) e programao da produo. Neste capitulo a nfase estar na decomposio hierrquica do PPCP, a partir do planejamento agregado que parte do planejamento S&OP.
4.1.2.1. Plano Agregado.
O planejamento agregado da produo para Campos (1998) uma atividade elaborada entre o setor comercial, setor de produo, compras e direo da empresa. Para Pires (1995) o planejamento agregado pode planejar a quantidade a ser produzida em longo prazo por meio de ajustes de cadncia de produo, da disponibilidade de mo-de-obra, estoques e outras variveis. O planejamento agregado segundo Goulart (2000) consiste em um estabelecimento dos nveis de capacidade para um perodo de mdio e longo prazo, sendo que nesse nvel de planejamento, uma macro comparao da carga de trabalho com a capacidade permite antecipar a tomada de decises. Cada estratgia pode proporcionar organizao uma flexibilidade diferente como resposta s incertezas das demandas, sendo assim as estratgias do plano agregado so essenciais aos planejadores. Tais estratgias so enunciadas por Monks (apud OLIVARES, 2003): Variao de tamanho de equipe de trabalho. Tempo ocioso e extra. Variao dos pedidos para atendimento futuro. Sub-contratao.
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Para Campos (1998) as particularidades de cada indstria tais como previsibilidade e repetitividade da demanda so pontos que fazem com que o plano agregado muitas vezes no precise ser executado, sendo suficiente iniciar o planejamento da empresa pelo programa mestre de produo.
4.1.2.2. Plano Mestre.
O planejamento agregado consiste no estabelecimento do planejamento das famlias de produtos, de forma que necessrio desagregar o planejamento agregado em planos mais detalhados (CORRA et al., 2000). Para Moreira (2000) o plano mestre ir estabelecer uma seqncia de quais produtos devem ser feitos em que datas. Incorporando a previso de demanda, o estoque de segurana, a demanda de armazns de distribuio, entre outros. Segundo Corra et al. (2000) o programa mestre uma declarao de quantidades planejadas que dirigem os sistemas de gesto detalhada de materiais e capacidade, sendo baseada na demanda e nos recursos. O plano mestre ir estabelecer quando e em que quantidade cada produto acabado deve ser produzido determinando um tipo de planejamento essencial ao planejamento de mdio prazo, ou seja de um ms a um ano (PIRES apud CAMPOS, 1998). O plano mestre para Campos (1998) pode estar sujeito a determinantes que podem constituir vantagens ou limitaes e restries produtivas: Previso de vendas. Capacidade de produo. Disponibilidades de matrias-primas. Recursos financeiros.
Na elaborao de um programa de restries, o plano mestre pode consistir em um referencial bsico para o bom andamento da produo por estabelecer
11 quando e em que quantidade cada produto dever ser produzido dentro de um certo horizonte de planejamento macro (GOULART,2000).
4.1.2.3. MRP.
Nos anos 60 foi criado um novo mtodo para controlar produo e estoques, o Material Resource Planning (MRP), que calcula as necessidades lquidas de matria-prima a partir de uma lista de materiais necessrios para um determinado nvel de produo e de estoques em mos desse mesmo material (GOULART,2000). O sistema MRP alm de calcular os materiais necessrios, tambm considera quando cada um desses componentes ser necessrio, programando os processos atravs do Lead Time de cada montagem. Este tipo de programao denominado programao para trs (SLACK,1999,p.343). Segundo Corra et al. (2000) o MRP ajuda a produzir e comprar apenas o necessrio no momento necessrio, visando eliminar estoques, gerando um sequenciamento das tarefas entre fabricaes e montagens. Na execuo de clculos de quantidades e dos tempos de fabricao o MRP requer informaes do Plano Mestre de produo, da Lista de Materiais e dos Registros de Controle de Estoques. A seguir conceitua-se estes termos como (MOREIRA apud OLIVARES, 2003):
Plano Mestre de Produo Estabelece uma seqncia de quais produtos devem ser feitos em que datas, incorporando a previso de demanda, o estoque de segurana, a demanda de armazns de distribuio, entre outros. Lista de Materiais (BOM-Bill Of Material) Se caracteriza por uma lista de todos os materiais do Produto Final, demonstrando uma relao hierrquica entre os produtos e os componentes.
12 Registros de Controle de Estoques Cada item composto na lista de materiais tem que ter seu estoque rigorosamente controlado de forma a saber a quantidade necessria a se adquirir de cada produto.
Plano mestre De produo Controle de Estoque
Lista de materiais
MRP Programao da Produo
Registros de controle de estoques Ordens de Compra
Figura 4: O Sistema MRP Fonte: MOREIRA,D.A apud OLIVARES. Administrao da Produo e Operaes.5.ed.so Paulo:Pioneira,619p. 2003
4.1.2.4. Programao da Produo.
A programao da produo consiste em determinar os prazos de entrega para os itens a serem fabricados, de acordo com um planejamento feito, contudo a nfase no planejamento curto prazo. Sendo assim, Goulart (2000) definiu como os principais aspectos de estudo da programao da produo: O sequenciamento das operaes a serem realizadas; As compras de materiais; As restries de capacidade produtiva;
13 Para Slack (1999) a programao da produo requer uma maior parcela de controle do que de planejamento, pois nesta fase a execuo mais importante que uma formalizao do que se pretende fazer (plano). Segundo o autor este nvel envolve as atividades de : 1. Carregamento- declarao do volume com o qual uma operao pode lidar; 2. Sequenciamento priorizao das tarefas a serem desempenhadas; 3. Programao- o tempo (momento) de incio e trmino de cada tarefa; Para uma melhor utilizao dos operadores, equipamentos e maquinas necessrio que o controle assegure que as tarefas sejam desenvolvidas da forma correta na data certa, acompanhando a fabricao para que os prazos e objetivos da produo sejam cumpridos (GOULART,2000). Os objetivos da programao segundo Moreira (apud OLIVARES,2003) so os seguintes: Permitir que os produtos tenham a qualidade especificada. Fazer com que as mquinas e pessoas operem com os nveis desejados de produtividade. Reduzir os estoques e os custos operacionais. Manter ou melhorar o nvel de atendimento ao cliente.
Segundo Campos (1998) as restries da programao podem se caracterizar por trs tipos: Caracterizaes das operaes. Definio de recursos de produo. Definio de critrios. Campos (1998) ainda caracteriza os mtodos de programao segundo dois tipos de tratamentos que podem ser baseados em :
14 Otimizao- que procura uma soluo tima, com a ajuda de modelos matemticos; Heursticas- que se caracteriza pela busca de solues mais prxima dos objetivos. Existem centenas de softwares para programao da produo que so licenciados. Os exemplos seguem na tabela 1 (CORRA et al.,2000): A tabela 1 demonstra a existncia de vrios sistemas de programao com capacidade finita existentes no Brasil, porm o seu custo elevado pode ser um grande empecilho sua aquisio por parte de pequenas e medias empresas. Os sistemas de software livres podem ser uma sada para uma melhor organizao de pequenas e mdias empresas que precisem de sistemas computacionais, e assim organizar os departamentos de suas empresa.
15 Tabela 1: Os principais sistemas de programao da produo com capacidade finita disponveis comercialmente no Brasil.
Software Fabricante Origem
1 AHP-Leitstand AHP Alemanha
Representante No Brasil Symnetics
2 FI-2 Leitstand IDS Prof.Scheer Alemanha IDS
3 FMS Leitstand Siemens Alemanha Maxitec
4 5 6 7 Preactor 200 MOOPI Schedulex MRS
Cimulation Centre Inglaterra
Berclaim Numetrix Taylor Software Canad Canad Indl. Canad
Paragon BBR Edisa BDE
8 9 10 11 12 AutoSched Scheduler Rhythm The Goal System Factor Auto Simulations Manugistics I2 Techcologies Goal Systems Pristker EUA EUA EUA EUA EUA Auto Simulations Modus Choose Technologies BCS-Brand State of the Art
13 14 Jobbing Prodira 1000
INT Coprodin Eletrnica Brasil Brasil INT_R.J Coprodin
Fonte: CORRA,Henrique L. et al.,Planejamento, Programao e Controle da Produo: MRP/ERP:conceitos, uso e implantao. Atlas,2000, p. 325.
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4.3. Sistemas de Informao.
Segundo Furlan (1994), "sistemas de informao so sistemas que permitem o armazenamento, a coleta, o processamento, a recuperao e a disseminao de informaes". Hoje, eles podem ser baseados em computadores que apiam as funes estratgicas, gerenciais e operacionais existentes na organizao. O principal enfoque adotado no Brasil pelos estudiosos, consultores, projetistas de softwares e pesquisadores tem sido quanto aplicao dos sistemas de informao e suas metodologias, enfatizando suas ferramentas de processamento e armazenamento da informao no auxlio tomada de deciso. Nas organizaes a tomada de decises depende de informaes no momento certo, confiveis , e de contedo adequado. O processo decisrio de vital importncia para as empresas por constituir os rumos que a empresa possa tomar num determinado momento (OLIVARES, 2003). A tecnologia da informao no deve apenas ser utilizada para a automao dos processos de negcios existentes, mas tambm servir de base para a reformulao desses processos, a fim de atingir objetivos do negcio, analisando de forma mais ampla, e assim podendo tratar de uma melhor forma questes que afetam a concorrencia no setor industrial (rivalidade do segmento) como: compradores (o poder de compra), fornecedores (poder de fornecimento), bens substitutos (ameaa de substitutos) e entrantes potenciais (ameaa de mobilidade) (PORTER apud KOTLER,1998). A tecnologia, especialmente a tecnologia da informao, um capacitador essencial para a melhoria das operaces por que viabiliza projetos de trabalho mais geis, menos onerosos e mais eficientes, viabilizando uma grande quantidade de novos procedimentos, tcnicas ou metodologias administrativas (RODRIGUES apud OLIVARES, 2003). Com a juno de conceitos e tcnicas a Gesto da Produo (GP) e a Tecnologia da Informao (TI), surgiram os Sistemas Integrados de Gesto, mais conhecidos pela sigla ERP (Enterprise Resources Planning) (CARVALHO,2003).
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4.4. O sistema MRP II.
O MRP (tambm chamado de MRP I ) segundo Goulart (2000), foi proposto por Joe Orlicky no comeo dos anos 60 e surgiu com o objetivo de executar computacionalmente as atividades de planejamento dos materiais. Sendo que este sistema delimitado pelo manejo do fluxo de materiais. Sendo que este sistema delimitado pelo manejo do fluxo de materiais, como descrito na sesso 4.2. Na dcada de 70 esse sistema evolui paralelamente com o desenvolvimento da informtica, surgindo um sistema computacional com objetivos mais abrangentes realizando as principais atividades do planejamento e controle da produo e passando a se chamar MRPII (Manufacturing Resources Planning). O MRP II segundo Corra et al. (2000) um sistema bastante centralizado que tem como princpios bsicos uma natureza dinmica, porm sendo necessrio um aparato de instrumentos (polticas e procedimentos) que assegurem o seu melhor desempenho. Para Slack (1999) o MRP II pode controlar tanto a necessidade de recursos de manufatura, quanto a necessidade de materiais, baseada na conciliao do fornecimento de produtos e servios e recursos de produo com a demanda destes produtos. Na dcada de 70, o MRPII incorporou o controle do fluxo financeiro ao MRP, embora ainda desse maior importncia ao fluxo de materiais. Ele se diferencia por englobar alm de decises de quando, quanto e o que produzir e comprar, tambm passam a contemplar decises de como produzir, ou seja com que recursos ir se produzir, como demonstra a Figura 3 (CORREA et al., 2000).
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Sistemas de Apoio s decises de
O QUE QUANTO QUANDO
M R P
M R P II
COMO (Recursos Produtivos)
PRODUZIR E COMPRAR
Figura 3: Abrangncia do MRP e do MRP II. Fonte : CORRA,Henrique, L. et al., Planejamento, Programao e Controle da Produo: MRP/ERP:conceitos, uso e implantao.:Atlas,2000 p.129 .
Para Goulart (2000) o MRP II pode ser visto como um sistema hierrquico de gesto, pois os planos de longo prazo so de um nvel de detalhamento sucessivos, sendo que este sistema pode chegar ao nvel de componentes e mquinas especficas. O MRP II um sistema no qual a tomada de deciso bastante centralizada, tendo como principio bsico de que todos os programas estabelecidos pelo sistema sero cumpridos da forma mais fiel possvel, tornadose um sistema pouco flexvel variao do trabalho por parte da mo de obra (CORRA et al., 2000). Os sistemas de MRP II comerciais trabalham com a lgica de disponibilizar informaes para os tomadores de decises de forma a trazer um referencial seletivo ao planejador de tarefas (CORRA et al.,2000,p.123).
19 A figura 5 demonstra o fluxo de informaes e decises mostrando trs principais blocos ( CORRA et al.,2000): comando- que organizado pela alta administrao responsvel pela direo. motor - composto pelo nvel de decises desagregadas do nvel de comando e por um planejamento (MRP,CRP) de nvel ttico gerando questes para base de execuo de o que, quanto e quanto produzir e comprar. rodas - que se compem por modos de execuo e controle (Compras e SFC Shop Floor Control), responsveis pelo cumprimento de questes do planejamento, sendo que o SFC um mdulo de controle de cho de fbrica responsvel pela seqncia das ordens por setor de produo. Outros mdulos comearam a ser descritos nos sistemas MRP II tais como controladoria, compras e finanas. Esses sistemas integrados so capazes de atender as necessidades de informaes de diversas reas simultaneamente, com a evoluo eles passaram a ser so chamados de ERP(CORRA et al.,2000).
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S&OP Estratgias
Oramento
Plano de vendas agregado
Plano de produo agregado Gesto de Demanda
Lista de recursos, tempos
RCCP MPS Poltica de Estoques
Comando
Centros produtivos, roteiros, tempos
Plano-mestre de produo
Estruturas, parmetros
CRP MRP
Motor
Posio de estoques
Plano detalhado de materiais e capacidade
COMPRAS SFC
Rodas Programa de fornecedores Programa detalhado de produo
Figura 5: Sistema MRPII Fonte : CORRA,Henrique, L. et al.,Planejamento, Programao e Controle da Produo: MRP/ERP:conceitos, uso e implantao.:Atlas,2000 p.146.
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4.6. ERP.
Os ERPs, tambm chamados de sistemas integrados de gesto ou sistemas empresariais, tiveram um grande sucesso nos Estados Unidos a partir de 1990 e no Brasil aps 1996 com o principal propsito de integrar vrias reas da empresa (COLANGELO,2001). O ERP para Norris (2001) uma abordagem estruturada para a otimizao da cadeia de valor interna da empresa, interligando a organizao atravs de um sistema lgico comum de transmisso e compartilhamento de dados. Este sistema organiza, padroniza e codifica os dados processados no grupo empresarial. Segundo Davenport (Apud ALBUQUERQUE E SILVEIRA,2002) "o ERP um pacote comercial de software que garante a integrao de toda a informao". Assim o ERP pode ser utilizado para fazer um link entre as necessidades de atendimento da demanda e as necessidades de recursos materiais e humanos, podendo trazer redues de custos, bem como a flexibilidade dos processos produtivos, podendo assim aumentar a eficcia e eficincia na programao da produo. A evoluo dos sistemas de suporte a gesto comea em 1960 quando inicia se utilizar os computadores como suporte. Conforme definido na figura 6 o MRP iniciou sua aplicao em empresas em 1970, suportando as atividades relacionadas com o de planejamento da produo. O MRP II surgiu em 1980 e, alm de suportar funes de produo e estoques, adquire aspectos financeiros como custeio e oramentao. No incio de 1990 movimentos polticos da guerra fria e a derrubada do muro de Berlim abriram oportunidades para a globalizao, tornando o ambiente mais competitivo. Esta ampliao da cobertura possibilitou a expanso e o aprimoramento desses sistemas de empresas e corporaes, abrangendo questes Estratgicas, Logsticas, Financeiras e de Recursos Humanos, passando a ser chamados de ERP.
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E S T R T E G I A F I N A N A S
ERP
MR II
P R O D U O MRP
departamento Empresa Corporao
Figura 6: Evoluo das aplicaes Empresariais. Fonte: NORRIS, Grant et al. E-Business
e ERP: Transformando as
Organizaes.Rio de Janeiro:Qualitymark ed.,2001.p 21. Para Norris (2001) o ERP no intrinsecamente estratgico. uma tecnologia de suporte de software que forma um ncleo de processamento de transaes, tendo sua aplicao em vrias reas. Quando implantamos um ERP, mais do que colocar um novo programa nos computadores da empresa voc est definindo ou adotando uma metodologia de trabalho, um workflow (fluxo de trabalho). Est definindo seus processos para ganhar agilidade e com isso competitividade. A figura 7 demonstra como surgiu o conceito de ERP.O MRP conhecido como necessidade de materiais, deu origem
23 ao MRPII que agregou os mdulos de programao-mestre de produo (MPS), clculo grosseiro de necessidade de capacidade (RCCP), clculo detalhado de necessidade de capacidade(CRP), controle de fabricao(SFC), controle de compras(PUR) e, mais por fim o planejamento de vendas e operaes(S&OP). O ERP agregou aspectos contbeis, financeiros, administrativos, recursos humanos e logsticos que inclu a distribuio fsica(DRP) (CORREA et al.,2000).
Figura 7: Estrutura Conceitual dos Sistemas ERP. Fonte: CORRA,Henrique L. et al.,Planejamento, Programao e Controle da Produo: MRP/ERP:conceitos, uso e implantao.:Atlas,2000 p.350 .
Para COLANGELO (2001) o ERP possibilitou a integrao de processos e funes de toda a organizao e teve reflexo direto sobre as reas de tecnologia
24 de informao que tradicionalmente tmse dedicado ao desenvolvimento de sistemas e suporte. Segundo CORREA (2000) no inicio dos anos 90 as solues ERPs eram bastantes caras, talvez pela superestimao causada pelo marketing que com sucesso criaram uma impresso de diferenciao. Na poca atual persiste essa premissa, contudo a seguir apresenta-se o ERP5 que pode ser uma oportunidade para empresas que no possam pagar o alto custo de um ERP comercial.
4.7. ERP 5.
Enterprise Resources Planning (ERP) so softwares destinados a ajudar a administrar e controlar a empresa. Existem ERPs de vrios nveis e de diferentes valores, alguns chegando a ter um custo muito elevado para pequenas e medias empresas que precisam pagar pelo software e pela consultoria para parametrizao e implantao. Existem muitos fornecedores mundiais tais como SAP, Oracle, People Soft, bem como excelentes solues nacionais como a Microsiga, a Datasul e outras. (LIMA,2003). Atualmente existe uma vertente inovadora atravs de um projeto de ERP de cdigo livre que visa oferecer uma soluo de alta tecnologia e baixo custo para PMEs que utiliza uma metodologia voltada para o mercado global de tecnologia de informao que chamada de ERP 5. O Sistema ERP 5 desenvolvido por um grupo de instituies de ensino e pesquisa e empresas da Frana e Brasil. Este sistema avanado, de cdigo aberto, utilizando a plataforma Zope e totalmente baseado em objetos, workflow e tecnologias Web. Segundo Carvalho (2003) ele constitudo de cinco tecnologias inovadoras (Figura 8): Multi- O sistema multi-usuario, multi-organizao, multi-linguagem, multimoeda, multi-custo e multi-cenario.
25 Meta- oferece vrios nveis de detalhes para um mesmo processo de gesto. Distribudo- utiliza mecanismos de sincronizao avanados que permite a distribuio e compartilhamento de dados sem a necessidade de conexo permanente com a rede. Baseado em objetos - o emprego de um conjunto de objetos permite modelar e implementar sistemas complexos de suporte a deciso. Livre- toda a informao gerada, tecnologias e metodologias desenvolvidas, so livremente disponibilizadas pelo site do projeto(http:// www.erp5.org).
Figura 8 : As Cinco Tecnologias Inovadoras do ERP5 Fonte: Carvalho, Rogrio de Atem. Desenvolvimento de Sistema ERP Avanado e de Cdigo Aberto para Pequenas e Mdias Empresas. Projeto designado a CNPq .CEFET Campos.29/10/2003. A arquitetura do ERP5 segundo Solanes e Carvalho (2003) incorpora desde sua concepo, conceitos avanados como banco de dados orientados a objetos e sistema de gesto de contedo, sincronizao de dados entre diferentes instalaes, sendo ainda um mtodo claro de modelagem de processos e consequentemente de gerao de cdigo fonte.
26 O ERP5 define um modelo abstrato de gerenciamento de negcios, sendo que este modelo se baseia em cinco classes que podem ser representadas na figura 9 ( SOLANES e CARVALHO,2003): Resource: descreve um recurso abstrato em um processo de negcio (como habilidades individuais, produtos, mquinas etc). relaes entre ns (nodes) definem as listas de materiais bem como prottipos . Node: podem receber e enviar recursos. Podem ser relativos a entidades fsicas (como uma instalao fabril) ou abstratas (como uma conta bancria).Metanodes so ns que contm outros ns, como empresas. Movement: descreve um movimento de recursos entre ns, em um dado instante e por uma dada durao. Por exemplo, um movimento pode ser o envio de matria prima do estoque para a fbrica. Path: descreve uma forma que um n acessa recursos dos quais precisa. So abstratos, sendo utilizados para planejamento. Item: instncia fsica de um recurso.
PATH Planning sourcing
MOVEMENT Order Delivery Transaction Production
NODE Machine Person Organisation RESOURCE Money Material Service skill
ITEM Logistics Trackinf
27
Figura 9: the ERP5 core Classes. Fonte: SOLANES, Jean-Paul Smets; CARVALHO, Rogrio de Atem.An Abstract Model For an open source Erp system: The Erp5 proposal.Rio de Janeiro.Enegep,2003. O ERP5 baseado em um modelo que pode associar qualquer coisa a uma categoria. Alguns exemplos incluem uma categoria de recursos (tais como servios, matria prima, habilidade ou dinheiro) ou uma categoria de organizaes (tais como um grupo de empresas, um grupo de pessoas ou uma cadeia de varejo) (SOLANES e CARVALHO,2003). Para o desenvolvimento de um bom Sistema de Informao, assim como para o desenvolvimento do ERP 5, necessrio utilizar de adequadas tcnicas de Engenharia de software.
4.8. Engenharia de software.
Segundo Naur (apud AZEVEDO, 2003) uma primeira definio de engenharia de software foi proposta por Fritz Bauer como o estabelecimento e uso de slidos princpios de engenharia para que se possa obter economicamente um software que seja confivel e que funcione eficientemente em mquinas reais. Para Pressman (apud AZEVEDO, 2003) a engenharia de software abrange um conjunto de trs elementos fundamentais:
Os mtodos- que proporcionam os detalhes de "como fazer" para construir o software, envolvendo um conjunto de tarefas como o planejamento e estimativa do projeto, a anlise de requisitos de software e de sistemas, projeto de estrutura de dados, arquitetura do programa e algoritmo de processamento, codificao, teste e manuteno. As ferramentas- proporcionam o apoio automatizado ou semi-automatizado aos mtodos.
28 Os procedimentos- constituem o elo de ligao que mantm juntos os mtodos e as ferramentas e possibilita o desenvolvimento racional e oportuno do software de computador, definindo a seqncia que os mtodos sero aplicados.
O modelo de engenharia de software escolhido, tendo como base a natureza do projeto e da aplicao, os mtodos e as ferramentas a serem usados, os controles e os produtos que precisam ser entregues (AZEVEDO, 2003). Para Pressman (apud AZEVEDO, 2003) independente do modelo de desenvolvimento de software, o processo de desenvolvimento contm trs fases genricas: 1. A fase de definio- onde o desenvolvedor de software tenta identificar que informaes necessitam ser processadas, quais funes e desempenho so desejados, quais interfaces devem ser estabelecidas, quais restries de projeto e quais critrios de validao so exigidos para se definir um sistema bem sucedido.
Na fase de definio os mtodos aplicados variam de acordo com a funo do modelo, porm existem trs etapas especificas: A analise do sistema que define o papel de cada elemento num sistema baseado em computador. planejamento do projeto de software- que aborda a anlise de riscos, estimativas de custos e a definio de tarefas e programao de trabalho. A anlise de requisitos- que detalha o escopo atravs de uma anlise do domnio da informao e das funes de software.
2. A fase de desenvolvimentodefini como a estrutura de dados e a
arquitetura de software tm de ser projetadas, ou seja como o projeto ser
traduzido numa linguagem de programao e como os testes tm de ser realizados.
3. A
29 fase de manuteno que concentra-se nas mudanas que esto
associadas a correo de erros, adaptaes e melhoramento funcional do software. A analise de requisitos como j citada uma etapa sempre presente na fase de definio do software, sendo formada por um conjunto de tcnicas empregadas para levantar, detalhar, documentar, e validar os requisitos de um produto de software (PAULA apud AZEVEDO, 2003). A engenharia de requisitos visa a aplicao de tcnicas de engenharia em mtodos de anlise de requisitos, sendo que a analise de requisitos efetua uma ligao entre a necessidade de informatizao de processos de negcios ao projeto de software, como demonstrado na figura 10 (AZEVEDO, 2003):
Processos de Negcio
Analise de Requisitos de software
Projeto De Software
Figura 10: Limites da Analise de Requisitos. Fonte: AZEVEDO, Delmir Peixoto Jnior. Aplicao da Tcnica de Modelagem de Negcio com UML a processos Iterativos de desenvolvimento de software.Tese de Mestrado em Engenharia de Produo-UENF.Campos,2003
30
A partir destes conceitos podemos considerar que a engenharia de software, pode facilitar o reuso, a melhor funcionalidade, a melhor perfomace, compreensibilidade, economia do sistema a engenharia de software. Este trabalho tem como foco a modelagem de processos de negcios e a definio de requisitos para o desenvolvimento de um mdulo de um sistema de informao, para isto iremos utilizar conceitos de modelagem de empresas.
4.9. Modelagem de Empresas. Segundo Michael Pidd (1998), um modelo uma representao de parte da realidade vista pela pessoa que deseja usar aquele modelo para entender, mudar, gerenciar e controlar parte daquela realidade. Vernadat (1996) define modelo como uma abstrao da realidade expressa por algum formalismo definido por um mtodo de modelagem em funo do objetivo do usurio. A modelagem de empresas est relacionada s seguintes questes : o que (refere-se as operaes e objetos processados pela empresa), como (refere-se a maneira como as coisas so feitas), quando (fornece uma noo de tempo e est associado aos eventos representando mudanas no estado da empresa), quanto (por exemplo aos aspectos econmicos), quem(refere-se aos recursos ou agentes) e onde(aspectos logsticos, por exemplo). A complexidade existente nos processos de negcios, e em vrios projetos requerem um melhor gerenciamento de forma colaborativa, participativa e integrada, gerando a necessidade de integrao por meio de diferentes perspectivas (VERNADAT,1996): Integrao de mercados. Integrao de diferentes locais de manufatura e desenvolvimento. Integrao de fornecedores e consumidores. Integrao entre a manufatura e projeto.
31 Integrao de componentes de hardwares e softwares de diferentes fornecedores/vendedores. A Modelagem da Organizaco permite no s melhor entender requisitos organizacionais que iro interferir nos sistemas, mas tambm identificar alternativas para os vrios processos da organizao, facilitando os esforos durante o desenvolvimento do sistema de informao e permitindo que a anlise organizacional seja mais bem integrada aos processos de desenvolvimento do sistema (PADUA,2002). Com a ajuda da modelagem, possvel simplificar drasticamente a descrio dos processos abstraindo fatos complexos. O objetivo de se modelar aumentar a transparncia dos relacionamentos empresariais, orientando os processos de negcios, para concentrar-se nos componentes relevantes (KELLER e TEUFEL, 1998). A arquitetura Cimosa (Computer Integrated Manufacturing Open System Architecture) foi desenvolvida pela associao AMICE em 1993 para dar suporte uma srie de projetos do consorcio ESPRIT financiados pelo Comit Europeu, e tem como objetivo gerenciar mudanas e integrar seus recursos e operaes para fazer face a competio mundial (VERNADAT, 1996). A arquitetura de modelagem Cimosa promove a modelagem descritivo ao invs modelagem prescritiva das operaes. A estrutura da modelagem Cimosa consiste em duas partes(VERNADAT, 1996): Arquitetura particular um conjunto de modelos documentando o ambiente CIM(Manufatura Integrada por Computador) do usurio. Arquitetura de referncia usada para ajudar os usurios de negcios no processo de construo de sua prpria arquitetura particular como um conjunto de modelos descrevendo os vrios aspectos da empresa em diferentes nveis de modelagem. A arquitetura de referncia separada em duas camadas: uma camada genrica proporcionando blocos de construo genricos e uma camada de modelos parciais consistindo de uma biblioteca de modelos parciais classificados
32 e re-usveis para algum setor da indstria, ou seja, modelos que podem ser adaptados s necessidades especficas da empresa (VERNADAT, 1996). Um modelo de referncia deve conter um determinado grau de generalidade e ser customizvel. Um modelo de referncia deve servir de base para discusso, uma sugesto formal ou semi-formal para a elaborao de modelos especficos, trazendo informaes referentes ao projeto de um processo de negcio (VERNADAT, 1996). ' Para Scheer (1998),os modelos de referncia podem ser desenvolvidos em situaes reais ou tericas e documentam o know how de um processo que pode ser utilizado por outros. Para Keller e Teufell (1998) os modelos de referncia podem ser aplicados nos seguintes casos:
Experincia acumulada em um tipo de negcio. Solues de processos de negcios implementadas e executadas em software de gesto empresariais.
Para Curtis et al. (1992) as tcnicas de modelagem devem ser capazes de representar quatro vistas bsicas que esto relacionadas ao entendimento de como funcionam os processos de negcios:
Aspectos funcionais - descrevem o que deve ser feito. Aspectos seqenciais e lgicos- descrevem o comportamento, isto , o como e quando. Aspectos de informao- descrevem os dados que sero utilizados e produzidos. Aspectos organizacionais- descrevem os responsveis pelas funes.
As arquiteturas de referncia, facilitam a anlise, a discusso e especificao, provendo uma forma de examinar, conciliar e tratar uma questo. Vernadat (1996) cita como as arquiteturas mais representativas:
33 Cimosa (Computer Integrated Manufaturing- Open System Architecture) Grai/Gim (Graphes Resultats et Activits Interrelis/ Grai Integrated Method) Pera ( Purdue Enterprise Reference Architecture) Geram (Generalized Enterprise Reference Architecture and Methodology) Aris ( Architecture for Integrated Information System)
4.10. UML.
A UML (Unified Modeling Language) " uma linguagem grfica para especificao, construo, visualizao e documentao de um sistema de software (BOOCH, et al. 2000)." Segundo Furlan (1998) o mtodo OOSE (Object-Oriented Software Engineering) uma abordagem que focaliza casos de uso que fornece excelente suporte a anlise de modelos de requerimentos e anlises que consistem no conjunto de caso de uso. Grady Booch e James Rumbaugh na Rational Software Corporation iniciaram os trabalhos na UML em 1994. Suas metas eram a criao de um novo mtodo, um "Mtodo Unificado" que iria unir os mtodos Booch e OMT-2, onde Rumbaugh era o principal desenvolvedor. Em 1995 Ivar Jacobson - o homem por trs dos mtodos OOSE e Objectory - uniu-se ao grupo. A Rational software ainda adquiriu a Objective Systems, a companhia sua que desenvolvia e distribua o mtodo Objectory. Neste ponto, os futuros desenvolvedores da UML perceberam que seus trabalhos estavam mais direcionados na criao de uma linguagem padro de modelagem e renomearam seu trabalho para "Linguagem Unificada de Modelagem".( SCHACHERl, 2003) A OMT (Object Modeling Technique), especialmente expressiva para a anlise de sistemas de informao, contribuiu com o Diagrama de Classes e Diagrama de Estado. Do Booch, a UML utilizou o Diagrama de Estado, Diagrama
34 de Classe, Diagrama de Objetos (de onde surgiu o Diagrama de Colaborao), o Diagrama de Processo (originando o Diagrama de Implementao) e o Diagrama de Mdulo (resultando o Diagrama de Componente). O mtodo Fusion tambm teve sua colaborao com o Grafo de Interao de Objetos. E o Statecharts de Harel, contribuiu para a criao do Diagrama de Atividade (LARMAN, 2000).A seguir descreve-se os diagramas da UML.
4.10.1. Diagrama de Casos de Uso (Use Cases Diagram).
o diagrama que representa a seqncia completa de eventos de um ator que executa o sistema, ou seja, a seqncia de passos que descrevem as interaes entre o usurio e o sistema (LARMAN, 2000).
4.10.2. Diagrama de Classes (Class Diagram).
considerado como a viso lgica esttica da estrutura do sistema e descreve os tipos de objetos do sistema e os relacionamentos entre eles. Neste diagrama so definidas as classes, atravs de seus mtodos e atributos (FURLAN, 1998).
4.10.3. Diagramas de Interao (Interaction Diagrams).
So estticos por natureza e teis para capturar a representao dos objetos e suas interaes no tempo de execuo, em geral partindo de um caso de uso (evento de entrada). So divididos em dois tipos (FURLAN ,1998): Diagrama de Seqncia, que mostra as interaes entre os objetos a partir de um evento disparado pelo usurio em forma de linha de tempo .
35
Diagrama de Colaborao, que mostra as ligaes estticas entre os objetos e como elas so ativadas a partir de um evento e as mensagens entre os objetos, ordenadas em tempo de execuo.
4.10.4. Diagrama de Estados (State Diagram).
a descrio comportamental dos componentes do sistema,
demonstrando todos os estados de um objeto, como esses estados mudam (transies) e como os objetos podem responder aos eventos (FURLAN,1998).
4.10.5. Diagrama de Atividades (Activity Diagram).
Considerado uma variao do diagrama de estados, ou seja o estado de ao, mostrando os fluxos de execuo internos do sistema. Em geral a partir dos diagramas de casos de uso, permitem a representao de concorrncia na execuo de fluxos, atravs da tcnica de desenho em swimlanes que so as responsabilidades relacionadas s atividades ou seja so desenhados as atividades do sistema ( FURLAN,1998).
4.10.6. Diagrama de Implementao (Deployment Diagram).
Utilizada, juntamente com o Diagrama de Componentes, para representar os relacionamentos fsicos e lgicos entre os componentes de hardware e software do sistema, sendo bastante aplicado onde necessria uma representao da distribuio de componentes de um sistema ( FURLAN,1998). Diagrama de Componente- um grfico de componentes com o propsito de modelar a viso de implementao e seus relacionamentos.
36 Diagrama de Implantao- denota vrios dispositivos hardware e suas interfaces fsicas como processador, impressora, memria e disco. Pode-se dizer que o objetivo principal da UML definir uma linguagem de modelagem visual e expressiva, no sentido de prover facilidades na visualizao, ou seja, o pleno entendimento das funes de um sistema a partir de diagramas que o representem, no gerenciamento de complexidade, permitindo uma representao simplificada das atividades do sistema, ou seja, que cada aspecto funcional dele seja representado em modelos especficos e, por fim, na comunicao, unificando a comunicao da equipe de desenvolvimento na forma de diagramas. Tsai e Sato (2003) propem um modelo em UML para Planejamento, Programao e Controle da Produo contemplando que um sistema Integrado de Planejamento de requisitos de materiais, programao orientada a tarefas/operaes, compras e controle da produo, para processar/tratar as incertezas, considerando o estoque, pedidos de compras liberados e trabalhos/materiais em processo(WIP). A figura 10 mostra o diagrama de classe do modelo proposto por Tsai e Sato (2003):
37
38
Figura 11: Diagrama de Classe do APPCS. Fonte: TSAI, Tunglun; SATO Ryo.A UML Model of agile Prodution Planning and Control System.Computer In Industry.2003.
5. Formulao do Problema (problemtica). medida que as empresas procuram maximizar seus investimentos em tecnologia da informao e minimizar seus custos, o software livre passa a ser cada vez mais atraente, principalmente por questes financeiras. Muitas tcnicas tradicionalmente aplicadas no desenvolvimento de software tratam de aspectos relacionados funcionalidade do sistema, descrio de atividades e entidades, s entradas que devero ser transformadas e s sadas que devero ser produzidas, porm sem considerarem aspectos mais amplos como: os objetivos da organizao, regras do negcio, restries, aspectos no funcionais relacionados qualidade, confiabilidade e flexibilidade das empresas. A grande motivao desse trabalho est em mostrar solues para os problemas de captura correta de requisitos, principalmente com aspectos ligados organizao que em geral no so considerados. Esses aspectos so fundamentais compreenso das reais necessidades e interaes dessas organizaes, bem como desenvolver um produto (prottipo). Um dos principais empecilhos na implantao de um ERP existente na atualidade o preo do mesmo que pode vir a onerar receitas de pequenas e medias empresas, sendo esses sistemas de informao caros, complexos e de difcil implantao. necessrio salientar que indispensvel uma perfeita documentao dos processos se o ERP deseja ser implantada com sucesso, pois esta documentao a base para a gerao de novos cdigos. Assim surge a questo como documentar de forma satisfatria os processo, informaes e componentes de software e assim facilitar a implementao ou alterao de mdulos de ERPs ?
39
6. Hiptese. O desenvolvimento de modelos de referncia em UML possibilita a documentao dos processos e armazenagem de informaes facilitando a criao de sistemas ERP de cdigo aberto para o Planejamento, Programao e Controle da Produo.
7. Metodologia. A pesquisa a ser desenvolvida ter como base o raciocnio dedutivo que tem o objetivo de explicar o contedo das premissas por intermdio de uma cadeia de raciocnio em ordem descendente, de anlise do geral para o particular, chegando a uma concluso. A pesquisa ser realizada quanto aos fins de forma metodolgica, pois ser pertinente a instrumentos de captao e criao de um modelo para descobrir a realidade de um contexto. A pesquisa constituda das seguintes fases: Fase I Pesquisa bibliogrfica . Fase II Construo do modelo. Fase III Desenvolvimento de um Prottipo. Fase IV Realizao de cases de Testes. Fase V Dissertao. Fase VI Defesa da Dissertao.
40
8.Cronograma. Mar Abr
Fase I Fase II Fase III Fase IV Fase V Fase VI X X
Mai X X Jun X X
jul X X X
Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar
X X
X
X X
X X
X X X
X
9. Resultados esperados. Espera-se com esta pesquisa obter um modelo de referncia de PPCP , de modo que sirva de base para o projeto tanto do prottipo a ser desenvolvido para o projeto ERP 5 em ambiente Linux, bem como para o desenvolvimento de outros projetos futuros que precisem de uma referncia de modelagem na rea de PPCP.
41
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A
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UENF- Universidade Estadual do Norte Fluminense CCT- Centro de Cincia e Tecnologia LEPROD- Laboratrio de Engenharia de Produo
Um modelo de referncia para o planejamento, programao e controle da produo um ERP de cdigo aberto.
Ailton da Silva Ferreira
Projeto de tese apresentado ao Centro
de Cincias e Tecnologia, Universidade Estadual do da Norte
Fluminense, como parte das exigncias para obteno do titulo de Mestre em Cincias de Engenharia, rea de concentrao Engenharia de Produo.
Professor DSc. Renato Campos
Orientador
Campos dos Goitacazes RJ 2004
1
SUMRIO
1. Introduo.........................................................................................................................2 2. Objetivo do estudo. .........................................................................................................3 3. Justificativa da pesquisa. ...............................................................................................3 4. Reviso Bibliogrfica. .....................................................................................................5 4.1 Hierarquia do Planejamento. ...................................................................................5 4.1.1. Planejamento da Capacidade..........................................................................8 4.1.2. Planejamento de Materiais..............................................................................9 4.1.2.1. Plano Agregado.............................................................................................9 4.1.2.2. Plano Mestre...............................................................................................10 4.1.2.3. MRP..............................................................................................................11 4.1.2.4. Programao da Produo........................................................................12 4.3. Sistemas de Informao......................................................................................16 4.4. O sistema MRP I..................................................... Erro! Indicador no definido. 4.5. O sistema MRP II....................................................................................................17 4.6. ERP...........................................................................................................................21 4.7. ERP 5. .....................................................................................................................24 4.8. Engenharia de software.........................................................................................27 4.9. Modelagem de Empresas. ....................................................................................29 4.10. UML. .......................................................................................................................33 4.10.1. Diagrama de Casos de Uso (Use Cases Diagram). ................................34 4.10.2. Diagrama de Classes (Class Diagram)......................................................34 4.10.3. Diagramas de Interao (Interaction Diagrams).......................................34 4.10.4. Diagrama de Estados (State Diagram). .....................................................35 4.10.5. Diagrama de Atividades (Activity Diagram)..............................................35 4.10.6. Diagrama de Implementao (Deployment Diagram). ...........................35 5. Formulao do Problema (problemtica). .................................................................38 6. Hiptese.........................................................................................................................39 7. Metodologia....................................................................................................................39 8.Cronograma. ...................................................................................................................40 9. Resultados esperados..................................................................................................40 Referencias Bibliogrficas................................................................................................41
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1. Introduo. O atual ambiente mundial de rpidas mudanas econmicas, flutuaes de demanda e de grandes evolues tecnolgicas, tem criado novos paradigmas, e tem impulsionado as empresas a processos operacionais e gerenciais mais dinmicos de forma a fazer face competio global, que tem deixado de ser apenas regional para ter um aspecto mundial. A rapidez com que as mudanas no ambiente externo afetam as empresas requer o desenvolvimento de eficientes estratgias de aquisio de informaes internas e externas, de modo a aumentar a eficcia organizacional em relao ao meio empresarial em que a empresa se insere. As organizaes atualmente devem ficar atentas para acompanhar os avanos do mercado, num cenrio cada vez mais competitivo. Uma das opes para que a empresa possa programar seus recursos e obter um maior planejamento de seus processos a implementao de softwares que possam auxiliar o planejamento de seus recursos materiais e humanos. Entender a organizao importante para a maior competitividade das empresas, porque muitos problemas na definio das estratgias, podem ocorrer devido ao pouco conhecimento das atividades da organizao. A modelagem organizacional permite no s melhor entender requisitos organizacionais que interferiro nos sistemas, mas tambm identificar alternativas viveis para os vrios processos da organizao, de forma a trazer um referncial competitivo para a tomada de decises, permitindo estudar a melhor utilizao do seu potencial industrial como forma a se obter respostas mais eficazes s presses existentes no mercado (ALENCAR apud PDUA e CAZARINI ,2002). Para a modelagem ser utilizada a UML, amplamente adotada atualmente no mundo, por ser orientada a objetos tendo como principais vantagens a sua facilidade no desenvolvimento e reutilizao.
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2. Objetivo do estudo.
Pretende-se na Dissertao de Mestrado desenvolver um modelo de referncia para ERP (Enterprise Resource Planning) de cdigo aberto, tendo como domnio rea do Planejamento, Programao e Controle da Produo (PPCP) utilizando a UML para modelar de forma a "mapear" e documentar (ou seja, modelar os processos e informaes) os quais podem servir de base para novos cdigos de ERP's os processos e informaes tpicas desta rea dentro de uma empresa, ou seja para pequenas e medias empresas. Pretende-se tambm desenvolver atravs da linguagem de programao Python um prottipo para realizar testes.
O foco desta Dissertao ser a conciliao da demanda com os recursos existentes na empresa, de forma a trabalhar da melhor forma possvel o planejamento dos materiais e das capacidades das empresas, atravs de uma estrutura hierrquica de decises relacionadas com o PPCP.
3. Justificativa da pesquisa.
Justifica-se o presente projeto de pesquisa pela falta de uma documentao no sistema ERP5 na rea de planejamento, programao e controle da produo em pequenas e medias empresas (PME's). Isto posto, o modelo a ser desenvolvido poder trazer vantagens no desenvolvimento de software livres, de forma que o planejamento possa ser desenvolvido nos nveis estratgicos, ttico e operacional. Sendo assim, os processos podero ser subdivididos em sub processos, constituindo uma forma lgica e integrada de produzir, transformar e agregar valor aos negcios, que podero dar competitividade s PME's. Uma outra justificativa pode ser feita pela tendncia mundial e brasileira tanto da iniciativa privada, como do Governo no que tange a software livre, pois poderia diminuir a dependncia de sistemas computacionais que so licenciados
por empresas internacionais.
4 No caso da programao da produo, existem
vrios softwares no mundo, que trabalham com a conciliao da capacidade produtiva, com a capacidade de materiais, porm os mesmos devem ser licenciados, portanto o ERP de cdigo aberto pode ser uma sada para que pequenas e medias empresas possam obter uma maior independncia financeira. Outro ponto a ser salientado a adaptabilidade do software ERP 5 que, por ser de cdigo livre, aos usurios ajustar alguns parmetros desse sistema a realidade de sua organizao.
5 4. Reviso Bibliogrfica. 4.1 Hierarquia do Planejamento. Gershwin e Saad (Apud CAMPOS, 1998) afirmam que uma hierarquia de planejamento deve considerar desde decises de longo prazo, at decises a curto prazo. Os interesses e necessidades so diferentes em cada nvel hierrquico de tomada de decises, tanto em funo da natureza da deciso (estratgico, ttico e operacional), quanto ao tempo de planejamento (Longo, Mdio e Curto Prazo). Uma decomposio hierrquica do planejamento da produo segundo Campos (1998) dividida ao longo do tempo compreendendo cinco nveis clssicos:
Plano Agregado. Plano Mestre. Planejamento de Recursos (MRP e MRPII). Programao. Liberao da Produo.
Para Corra et al. (2000) a Decomposio Hierrquica da funo do Planejamento, Programao e Controle da Produo (PPCP) parte da compreenso dos conceitos bsicos como:
S&OP (Sales & Operations Planning). MPS (Planejamento-mestre da produo). MRP. Programao da Produo. Segundo Corra et al. (2000), S&OP (Sales and Operations Planning)
planejamento de vendas e operaes um processo que envolve a alta gerncia tratando de decises longo prazo envolvendo a integrao entre vrios setores da empresa como manufatura, finanas, engenharia do produto, logstica e marketing.
6 Esta integrao pode ser visualizada na figura 1 que apresenta uma estrutura do S&OP no processo de planejamento global da empresa envolvendo o plano agregado de vendas, plano financeiro, plano de desenvolvimento de novos produtos e do plano de produo agregado, garantindo que essas reas tenham coerncia em suas decises (CORRA et al., 2000).
Planejamento estratgico do negcio
Plano de desenvolvimento de novos produtos Plano Financeiro (Oramento)
S&OP
Plano de vendas agregado
Plano de Produo agregado
Plano de vendas detalhado
Plano-mestre de Produo(MPS)
Figura 1: S&OP no Processo de Planejamento Global. Fonte: CORRA, Henrique L. et al.Planejamento, Programao e Controle da Produo: MRP/ERP:conceitos, uso e implantao.:Atlas,2000, p.279. A Figura 2 apresenta uma Hierarquia de Planejamento de uma empresa, relacionando o planejamento da capacidade dos recursos da empresa, com o planejamento das necessidades dos materiais.
7
Planejamento Estratgico
Planejamento de Capacidade Planejamento de Materiais
Recursos, Crticos, Tempos, offset
Longo Prazo RRP
S&OP
Famlia de produtos
Recursos, Crticos, Tempos, offset
Mdio Prazo RCCP
MPS
Produtos Finais
Centros Produtivos, Roteiros, Tempos
Curto Prazo CRP
Componentes
MRP
Programao Da Produo Programao das operaes
Figura 2: Hierarquia do Planejamento, Programao e Controle da Produo. Fonte: CORRA,Henrique L. et al.Planejamento, Programao e Controle da Produo: MRP/ERP:conceitos, uso e implantao.:Atlas,2000, p.279.
RRP (Resource Requirements Planning RCCP (Rough Cut Capacity Planning CRP (Capacity Requirements Planning S&OP (Sales & Operations Planning) MPS (Plano Mestre) MRP (Material Resource Planning)
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A seguir detalharemos as funes envolvidas no planejamento de materiais e no planejamento da capacidade.
4.1.1. Planejamento da Capacidade. Para Corra et al. (2000) o planejamento da capacidade a longo prazo RRP (Resource Requirements Planning) um planejamento que visa as seguintes decises do S&OP:
Antecipar a necessidade de capacidade de recursos a longo prazo. Subsidiar as decises de quanto produzir, principalmente quanto limitao de capacidade e recursos, quando no possvel atender os planos de vendas.
O planejamento de capacidade mdio prazo RCCP (Rough Cut Capacity Planning) denominado planejamento de recursos crticos tendo como principais objetivos(CORRA et al., 2000):
Antecipar a necessidade de capacidade de recursos poucos meses antes de sua mobilizao. Gerar um plano de produo de produtos finais. Subsidiar as decises de quanto produzir de cada produto, principalmente nas situaes de limitao de capacidade de alguns recursos.
O planejamento de capacidade de curto prazo CRP (Capacity Requirements Planning) para Corra et al.(2000), visa subsidiar as decises do planejamento detalhado de produo de materiais MRP (Material Resource Planning), com os seguintes objetivos:
Antecipar as necessidades de recursos em poucas semanas. Gerar um plano detalhado de compras e produo por meio de ajustes sugeridos pelo MRP.
9 A seguir so apresentados com maior detalhe as funes relacionadas com o planejamento de materiais.
4.1.2. Planejamento de Materiais.
Segundo Corra et al. (2000) o planejamento de materiais constitudo pelo S&OP, plano mestre da produo, planejamento de recursos (MRP e MRP II) e programao da produo. Neste capitulo a nfase estar na decomposio hierrquica do PPCP, a partir do planejamento agregado que parte do planejamento S&OP.
4.1.2.1. Plano Agregado.
O planejamento agregado da produo para Campos (1998) uma atividade elaborada entre o setor comercial, setor de produo, compras e direo da empresa. Para Pires (1995) o planejamento agregado pode planejar a quantidade a ser produzida em longo prazo por meio de ajustes de cadncia de produo, da disponibilidade de mo-de-obra, estoques e outras variveis. O planejamento agregado segundo Goulart (2000) consiste em um estabelecimento dos nveis de capacidade para um perodo de mdio e longo prazo, sendo que nesse nvel de planejamento, uma macro comparao da carga de trabalho com a capacidade permite antecipar a tomada de decises. Cada estratgia pode proporcionar organizao uma flexibilidade diferente como resposta s incertezas das demandas, sendo assim as estratgias do plano agregado so essenciais aos planejadores. Tais estratgias so enunciadas por Monks (apud OLIVARES, 2003): Variao de tamanho de equipe de trabalho. Tempo ocioso e extra. Variao dos pedidos para atendimento futuro. Sub-contratao.
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Para Campos (1998) as particularidades de cada indstria tais como previsibilidade e repetitividade da demanda so pontos que fazem com que o plano agregado muitas vezes no precise ser executado, sendo suficiente iniciar o planejamento da empresa pelo programa mestre de produo.
4.1.2.2. Plano Mestre.
O planejamento agregado consiste no estabelecimento do planejamento das famlias de produtos, de forma que necessrio desagregar o planejamento agregado em planos mais detalhados (CORRA et al., 2000). Para Moreira (2000) o plano mestre ir estabelecer uma seqncia de quais produtos devem ser feitos em que datas. Incorporando a previso de demanda, o estoque de segurana, a demanda de armazns de distribuio, entre outros. Segundo Corra et al. (2000) o programa mestre uma declarao de quantidades planejadas que dirigem os sistemas de gesto detalhada de materiais e capacidade, sendo baseada na demanda e nos recursos. O plano mestre ir estabelecer quando e em que quantidade cada produto acabado deve ser produzido determinando um tipo de planejamento essencial ao planejamento de mdio prazo, ou seja de um ms a um ano (PIRES apud CAMPOS, 1998). O plano mestre para Campos (1998) pode estar sujeito a determinantes que podem constituir vantagens ou limitaes e restries produtivas: Previso de vendas. Capacidade de produo. Disponibilidades de matrias-primas. Recursos financeiros.
Na elaborao de um programa de restries, o plano mestre pode consistir em um referencial bsico para o bom andamento da produo por estabelecer
11 quando e em que quantidade cada produto dever ser produzido dentro de um certo horizonte de planejamento macro (GOULART,2000).
4.1.2.3. MRP.
Nos anos 60 foi criado um novo mtodo para controlar produo e estoques, o Material Resource Planning (MRP), que calcula as necessidades lquidas de matria-prima a partir de uma lista de materiais necessrios para um determinado nvel de produo e de estoques em mos desse mesmo material (GOULART,2000). O sistema MRP alm de calcular os materiais necessrios, tambm considera quando cada um desses componentes ser necessrio, programando os processos atravs do Lead Time de cada montagem. Este tipo de programao denominado programao para trs (SLACK,1999,p.343). Segundo Corra et al. (2000) o MRP ajuda a produzir e comprar apenas o necessrio no momento necessrio, visando eliminar estoques, gerando um sequenciamento das tarefas entre fabricaes e montagens. Na execuo de clculos de quantidades e dos tempos de fabricao o MRP requer informaes do Plano Mestre de produo, da Lista de Materiais e dos Registros de Controle de Estoques. A seguir conceitua-se estes termos como (MOREIRA apud OLIVARES, 2003):
Plano Mestre de Produo Estabelece uma seqncia de quais produtos devem ser feitos em que datas, incorporando a previso de demanda, o estoque de segurana, a demanda de armazns de distribuio, entre outros. Lista de Materiais (BOM-Bill Of Material) Se caracteriza por uma lista de todos os materiais do Produto Final, demonstrando uma relao hierrquica entre os produtos e os componentes.
12 Registros de Controle de Estoques Cada item composto na lista de materiais tem que ter seu estoque rigorosamente controlado de forma a saber a quantidade necessria a se adquirir de cada produto.
Plano mestre De produo Controle de Estoque
Lista de materiais
MRP Programao da Produo
Registros de controle de estoques Ordens de Compra
Figura 4: O Sistema MRP Fonte: MOREIRA,D.A apud OLIVARES. Administrao da Produo e Operaes.5.ed.so Paulo:Pioneira,619p. 2003
4.1.2.4. Programao da Produo.
A programao da produo consiste em determinar os prazos de entrega para os itens a serem fabricados, de acordo com um planejamento feito, contudo a nfase no planejamento curto prazo. Sendo assim, Goulart (2000) definiu como os principais aspectos de estudo da programao da produo: O sequenciamento das operaes a serem realizadas; As compras de materiais; As restries de capacidade produtiva;
13 Para Slack (1999) a programao da produo requer uma maior parcela de controle do que de planejamento, pois nesta fase a execuo mais importante que uma formalizao do que se pretende fazer (plano). Segundo o autor este nvel envolve as atividades de : 1. Carregamento- declarao do volume com o qual uma operao pode lidar; 2. Sequenciamento priorizao das tarefas a serem desempenhadas; 3. Programao- o tempo (momento) de incio e trmino de cada tarefa; Para uma melhor utilizao dos operadores, equipamentos e maquinas necessrio que o controle assegure que as tarefas sejam desenvolvidas da forma correta na data certa, acompanhando a fabricao para que os prazos e objetivos da produo sejam cumpridos (GOULART,2000). Os objetivos da programao segundo Moreira (apud OLIVARES,2003) so os seguintes: Permitir que os produtos tenham a qualidade especificada. Fazer com que as mquinas e pessoas operem com os nveis desejados de produtividade. Reduzir os estoques e os custos operacionais. Manter ou melhorar o nvel de atendimento ao cliente.
Segundo Campos (1998) as restries da programao podem se caracterizar por trs tipos: Caracterizaes das operaes. Definio de recursos de produo. Definio de critrios. Campos (1998) ainda caracteriza os mtodos de programao segundo dois tipos de tratamentos que podem ser baseados em :
14 Otimizao- que procura uma soluo tima, com a ajuda de modelos matemticos; Heursticas- que se caracteriza pela busca de solues mais prxima dos objetivos. Existem centenas de softwares para programao da produo que so licenciados. Os exemplos seguem na tabela 1 (CORRA et al.,2000): A tabela 1 demonstra a existncia de vrios sistemas de programao com capacidade finita existentes no Brasil, porm o seu custo elevado pode ser um grande empecilho sua aquisio por parte de pequenas e medias empresas. Os sistemas de software livres podem ser uma sada para uma melhor organizao de pequenas e mdias empresas que precisem de sistemas computacionais, e assim organizar os departamentos de suas empresa.
15 Tabela 1: Os principais sistemas de programao da produo com capacidade finita disponveis comercialmente no Brasil.
Software Fabricante Origem
1 AHP-Leitstand AHP Alemanha
Representante No Brasil Symnetics
2 FI-2 Leitstand IDS Prof.Scheer Alemanha IDS
3 FMS Leitstand Siemens Alemanha Maxitec
4 5 6 7 Preactor 200 MOOPI Schedulex MRS
Cimulation Centre Inglaterra
Berclaim Numetrix Taylor Software Canad Canad Indl. Canad
Paragon BBR Edisa BDE
8 9 10 11 12 AutoSched Scheduler Rhythm The Goal System Factor Auto Simulations Manugistics I2 Techcologies Goal Systems Pristker EUA EUA EUA EUA EUA Auto Simulations Modus Choose Technologies BCS-Brand State of the Art
13 14 Jobbing Prodira 1000
INT Coprodin Eletrnica Brasil Brasil INT_R.J Coprodin
Fonte: CORRA,Henrique L. et al.,Planejamento, Programao e Controle da Produo: MRP/ERP:conceitos, uso e implantao. Atlas,2000, p. 325.
16
4.3. Sistemas de Informao.
Segundo Furlan (1994), "sistemas de informao so sistemas que permitem o armazenamento, a coleta, o processamento, a recuperao e a disseminao de informaes". Hoje, eles podem ser baseados em computadores que apiam as funes estratgicas, gerenciais e operacionais existentes na organizao. O principal enfoque adotado no Brasil pelos estudiosos, consultores, projetistas de softwares e pesquisadores tem sido quanto aplicao dos sistemas de informao e suas metodologias, enfatizando suas ferramentas de processamento e armazenamento da informao no auxlio tomada de deciso. Nas organizaes a tomada de decises depende de informaes no momento certo, confiveis , e de contedo adequado. O processo decisrio de vital importncia para as empresas por constituir os rumos que a empresa possa tomar num determinado momento (OLIVARES, 2003). A tecnologia da informao no deve apenas ser utilizada para a automao dos processos de negcios existentes, mas tambm servir de base para a reformulao desses processos, a fim de atingir objetivos do negcio, analisando de forma mais ampla, e assim podendo tratar de uma melhor forma questes que afetam a concorrencia no setor industrial (rivalidade do segmento) como: compradores (o poder de compra), fornecedores (poder de fornecimento), bens substitutos (ameaa de substitutos) e entrantes potenciais (ameaa de mobilidade) (PORTER apud KOTLER,1998). A tecnologia, especialmente a tecnologia da informao, um capacitador essencial para a melhoria das operaces por que viabiliza projetos de trabalho mais geis, menos onerosos e mais eficientes, viabilizando uma grande quantidade de novos procedimentos, tcnicas ou metodologias administrativas (RODRIGUES apud OLIVARES, 2003). Com a juno de conceitos e tcnicas a Gesto da Produo (GP) e a Tecnologia da Informao (TI), surgiram os Sistemas Integrados de Gesto, mais conhecidos pela sigla ERP (Enterprise Resources Planning) (CARVALHO,2003).
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4.4. O sistema MRP II.
O MRP (tambm chamado de MRP I ) segundo Goulart (2000), foi proposto por Joe Orlicky no comeo dos anos 60 e surgiu com o objetivo de executar computacionalmente as atividades de planejamento dos materiais. Sendo que este sistema delimitado pelo manejo do fluxo de materiais. Sendo que este sistema delimitado pelo manejo do fluxo de materiais, como descrito na sesso 4.2. Na dcada de 70 esse sistema evolui paralelamente com o desenvolvimento da informtica, surgindo um sistema computacional com objetivos mais abrangentes realizando as principais atividades do planejamento e controle da produo e passando a se chamar MRPII (Manufacturing Resources Planning). O MRP II segundo Corra et al. (2000) um sistema bastante centralizado que tem como princpios bsicos uma natureza dinmica, porm sendo necessrio um aparato de instrumentos (polticas e procedimentos) que assegurem o seu melhor desempenho. Para Slack (1999) o MRP II pode controlar tanto a necessidade de recursos de manufatura, quanto a necessidade de materiais, baseada na conciliao do fornecimento de produtos e servios e recursos de produo com a demanda destes produtos. Na dcada de 70, o MRPII incorporou o controle do fluxo financeiro ao MRP, embora ainda desse maior importncia ao fluxo de materiais. Ele se diferencia por englobar alm de decises de quando, quanto e o que produzir e comprar, tambm passam a contemplar decises de como produzir, ou seja com que recursos ir se produzir, como demonstra a Figura 3 (CORREA et al., 2000).
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Sistemas de Apoio s decises de
O QUE QUANTO QUANDO
M R P
M R P II
COMO (Recursos Produtivos)
PRODUZIR E COMPRAR
Figura 3: Abrangncia do MRP e do MRP II. Fonte : CORRA,Henrique, L. et al., Planejamento, Programao e Controle da Produo: MRP/ERP:conceitos, uso e implantao.:Atlas,2000 p.129 .
Para Goulart (2000) o MRP II pode ser visto como um sistema hierrquico de gesto, pois os planos de longo prazo so de um nvel de detalhamento sucessivos, sendo que este sistema pode chegar ao nvel de componentes e mquinas especficas. O MRP II um sistema no qual a tomada de deciso bastante centralizada, tendo como principio bsico de que todos os programas estabelecidos pelo sistema sero cumpridos da forma mais fiel possvel, tornadose um sistema pouco flexvel variao do trabalho por parte da mo de obra (CORRA et al., 2000). Os sistemas de MRP II comerciais trabalham com a lgica de disponibilizar informaes para os tomadores de decises de forma a trazer um referencial seletivo ao planejador de tarefas (CORRA et al.,2000,p.123).
19 A figura 5 demonstra o fluxo de informaes e decises mostrando trs principais blocos ( CORRA et al.,2000): comando- que organizado pela alta administrao responsvel pela direo. motor - composto pelo nvel de decises desagregadas do nvel de comando e por um planejamento (MRP,CRP) de nvel ttico gerando questes para base de execuo de o que, quanto e quanto produzir e comprar. rodas - que se compem por modos de execuo e controle (Compras e SFC Shop Floor Control), responsveis pelo cumprimento de questes do planejamento, sendo que o SFC um mdulo de controle de cho de fbrica responsvel pela seqncia das ordens por setor de produo. Outros mdulos comearam a ser descritos nos sistemas MRP II tais como controladoria, compras e finanas. Esses sistemas integrados so capazes de atender as necessidades de informaes de diversas reas simultaneamente, com a evoluo eles passaram a ser so chamados de ERP(CORRA et al.,2000).
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S&OP Estratgias
Oramento
Plano de vendas agregado
Plano de produo agregado Gesto de Demanda
Lista de recursos, tempos
RCCP MPS Poltica de Estoques
Comando
Centros produtivos, roteiros, tempos
Plano-mestre de produo
Estruturas, parmetros
CRP MRP
Motor
Posio de estoques
Plano detalhado de materiais e capacidade
COMPRAS SFC
Rodas Programa de fornecedores Programa detalhado de produo
Figura 5: Sistema MRPII Fonte : CORRA,Henrique, L. et al.,Planejamento, Programao e Controle da Produo: MRP/ERP:conceitos, uso e implantao.:Atlas,2000 p.146.
21
4.6. ERP.
Os ERPs, tambm chamados de sistemas integrados de gesto ou sistemas empresariais, tiveram um grande sucesso nos Estados Unidos a partir de 1990 e no Brasil aps 1996 com o principal propsito de integrar vrias reas da empresa (COLANGELO,2001). O ERP para Norris (2001) uma abordagem estruturada para a otimizao da cadeia de valor interna da empresa, interligando a organizao atravs de um sistema lgico comum de transmisso e compartilhamento de dados. Este sistema organiza, padroniza e codifica os dados processados no grupo empresarial. Segundo Davenport (Apud ALBUQUERQUE E SILVEIRA,2002) "o ERP um pacote comercial de software que garante a integrao de toda a informao". Assim o ERP pode ser utilizado para fazer um link entre as necessidades de atendimento da demanda e as necessidades de recursos materiais e humanos, podendo trazer redues de custos, bem como a flexibilidade dos processos produtivos, podendo assim aumentar a eficcia e eficincia na programao da produo. A evoluo dos sistemas de suporte a gesto comea em 1960 quando inicia se utilizar os computadores como suporte. Conforme definido na figura 6 o MRP iniciou sua aplicao em empresas em 1970, suportando as atividades relacionadas com o de planejamento da produo. O MRP II surgiu em 1980 e, alm de suportar funes de produo e estoques, adquire aspectos financeiros como custeio e oramentao. No incio de 1990 movimentos polticos da guerra fria e a derrubada do muro de Berlim abriram oportunidades para a globalizao, tornando o ambiente mais competitivo. Esta ampliao da cobertura possibilitou a expanso e o aprimoramento desses sistemas de empresas e corporaes, abrangendo questes Estratgicas, Logsticas, Financeiras e de Recursos Humanos, passando a ser chamados de ERP.
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E S T R T E G I A F I N A N A S
ERP
MR II
P R O D U O MRP
departamento Empresa Corporao
Figura 6: Evoluo das aplicaes Empresariais. Fonte: NORRIS, Grant et al. E-Business
e ERP: Transformando as
Organizaes.Rio de Janeiro:Qualitymark ed.,2001.p 21. Para Norris (2001) o ERP no intrinsecamente estratgico. uma tecnologia de suporte de software que forma um ncleo de processamento de transaes, tendo sua aplicao em vrias reas. Quando implantamos um ERP, mais do que colocar um novo programa nos computadores da empresa voc est definindo ou adotando uma metodologia de trabalho, um workflow (fluxo de trabalho). Est definindo seus processos para ganhar agilidade e com isso competitividade. A figura 7 demonstra como surgiu o conceito de ERP.O MRP conhecido como necessidade de materiais, deu origem
23 ao MRPII que agregou os mdulos de programao-mestre de produo (MPS), clculo grosseiro de necessidade de capacidade (RCCP), clculo detalhado de necessidade de capacidade(CRP), controle de fabricao(SFC), controle de compras(PUR) e, mais por fim o planejamento de vendas e operaes(S&OP). O ERP agregou aspectos contbeis, financeiros, administrativos, recursos humanos e logsticos que inclu a distribuio fsica(DRP) (CORREA et al.,2000).
Figura 7: Estrutura Conceitual dos Sistemas ERP. Fonte: CORRA,Henrique L. et al.,Planejamento, Programao e Controle da Produo: MRP/ERP:conceitos, uso e implantao.:Atlas,2000 p.350 .
Para COLANGELO (2001) o ERP possibilitou a integrao de processos e funes de toda a organizao e teve reflexo direto sobre as reas de tecnologia
24 de informao que tradicionalmente tmse dedicado ao desenvolvimento de sistemas e suporte. Segundo CORREA (2000) no inicio dos anos 90 as solues ERPs eram bastantes caras, talvez pela superestimao causada pelo marketing que com sucesso criaram uma impresso de diferenciao. Na poca atual persiste essa premissa, contudo a seguir apresenta-se o ERP5 que pode ser uma oportunidade para empresas que no possam pagar o alto custo de um ERP comercial.
4.7. ERP 5.
Enterprise Resources Planning (ERP) so softwares destinados a ajudar a administrar e controlar a empresa. Existem ERPs de vrios nveis e de diferentes valores, alguns chegando a ter um custo muito elevado para pequenas e medias empresas que precisam pagar pelo software e pela consultoria para parametrizao e implantao. Existem muitos fornecedores mundiais tais como SAP, Oracle, People Soft, bem como excelentes solues nacionais como a Microsiga, a Datasul e outras. (LIMA,2003). Atualmente existe uma vertente inovadora atravs de um projeto de ERP de cdigo livre que visa oferecer uma soluo de alta tecnologia e baixo custo para PMEs que utiliza uma metodologia voltada para o mercado global de tecnologia de informao que chamada de ERP 5. O Sistema ERP 5 desenvolvido por um grupo de instituies de ensino e pesquisa e empresas da Frana e Brasil. Este sistema avanado, de cdigo aberto, utilizando a plataforma Zope e totalmente baseado em objetos, workflow e tecnologias Web. Segundo Carvalho (2003) ele constitudo de cinco tecnologias inovadoras (Figura 8): Multi- O sistema multi-usuario, multi-organizao, multi-linguagem, multimoeda, multi-custo e multi-cenario.
25 Meta- oferece vrios nveis de detalhes para um mesmo processo de gesto. Distribudo- utiliza mecanismos de sincronizao avanados que permite a distribuio e compartilhamento de dados sem a necessidade de conexo permanente com a rede. Baseado em objetos - o emprego de um conjunto de objetos permite modelar e implementar sistemas complexos de suporte a deciso. Livre- toda a informao gerada, tecnologias e metodologias desenvolvidas, so livremente disponibilizadas pelo site do projeto(http:// www.erp5.org).
Figura 8 : As Cinco Tecnologias Inovadoras do ERP5 Fonte: Carvalho, Rogrio de Atem. Desenvolvimento de Sistema ERP Avanado e de Cdigo Aberto para Pequenas e Mdias Empresas. Projeto designado a CNPq .CEFET Campos.29/10/2003. A arquitetura do ERP5 segundo Solanes e Carvalho (2003) incorpora desde sua concepo, conceitos avanados como banco de dados orientados a objetos e sistema de gesto de contedo, sincronizao de dados entre diferentes instalaes, sendo ainda um mtodo claro de modelagem de processos e consequentemente de gerao de cdigo fonte.
26 O ERP5 define um modelo abstrato de gerenciamento de negcios, sendo que este modelo se baseia em cinco classes que podem ser representadas na figura 9 ( SOLANES e CARVALHO,2003): Resource: descreve um recurso abstrato em um processo de negcio (como habilidades individuais, produtos, mquinas etc). relaes entre ns (nodes) definem as listas de materiais bem como prottipos . Node: podem receber e enviar recursos. Podem ser relativos a entidades fsicas (como uma instalao fabril) ou abstratas (como uma conta bancria).Metanodes so ns que contm outros ns, como empresas. Movement: descreve um movimento de recursos entre ns, em um dado instante e por uma dada durao. Por exemplo, um movimento pode ser o envio de matria prima do estoque para a fbrica. Path: descreve uma forma que um n acessa recursos dos quais precisa. So abstratos, sendo utilizados para planejamento. Item: instncia fsica de um recurso.
PATH Planning sourcing
MOVEMENT Order Delivery Transaction Production
NODE Machine Person Organisation RESOURCE Money Material Service skill
ITEM Logistics Trackinf
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Figura 9: the ERP5 core Classes. Fonte: SOLANES, Jean-Paul Smets; CARVALHO, Rogrio de Atem.An Abstract Model For an open source Erp system: The Erp5 proposal.Rio de Janeiro.Enegep,2003. O ERP5 baseado em um modelo que pode associar qualquer coisa a uma categoria. Alguns exemplos incluem uma categoria de recursos (tais como servios, matria prima, habilidade ou dinheiro) ou uma categoria de organizaes (tais como um grupo de empresas, um grupo de pessoas ou uma cadeia de varejo) (SOLANES e CARVALHO,2003). Para o desenvolvimento de um bom Sistema de Informao, assim como para o desenvolvimento do ERP 5, necessrio utilizar de adequadas tcnicas de Engenharia de software.
4.8. Engenharia de software.
Segundo Naur (apud AZEVEDO, 2003) uma primeira definio de engenharia de software foi proposta por Fritz Bauer como o estabelecimento e uso de slidos princpios de engenharia para que se possa obter economicamente um software que seja confivel e que funcione eficientemente em mquinas reais. Para Pressman (apud AZEVEDO, 2003) a engenharia de software abrange um conjunto de trs elementos fundamentais:
Os mtodos- que proporcionam os detalhes de "como fazer" para construir o software, envolvendo um conjunto de tarefas como o planejamento e estimativa do projeto, a anlise de requisitos de software e de sistemas, projeto de estrutura de dados, arquitetura do programa e algoritmo de processamento, codificao, teste e manuteno. As ferramentas- proporcionam o apoio automatizado ou semi-automatizado aos mtodos.
28 Os procedimentos- constituem o elo de ligao que mantm juntos os mtodos e as ferramentas e possibilita o desenvolvimento racional e oportuno do software de computador, definindo a seqncia que os mtodos sero aplicados.
O modelo de engenharia de software escolhido, tendo como base a natureza do projeto e da aplicao, os mtodos e as ferramentas a serem usados, os controles e os produtos que precisam ser entregues (AZEVEDO, 2003). Para Pressman (apud AZEVEDO, 2003) independente do modelo de desenvolvimento de software, o processo de desenvolvimento contm trs fases genricas: 1. A fase de definio- onde o desenvolvedor de software tenta identificar que informaes necessitam ser processadas, quais funes e desempenho so desejados, quais interfaces devem ser estabelecidas, quais restries de projeto e quais critrios de validao so exigidos para se definir um sistema bem sucedido.
Na fase de definio os mtodos aplicados variam de acordo com a funo do modelo, porm existem trs etapas especificas: A analise do sistema que define o papel de cada elemento num sistema baseado em computador. planejamento do projeto de software- que aborda a anlise de riscos, estimativas de custos e a definio de tarefas e programao de trabalho. A anlise de requisitos- que detalha o escopo atravs de uma anlise do domnio da informao e das funes de software.
2. A fase de desenvolvimentodefini como a estrutura de dados e a
arquitetura de software tm de ser projetadas, ou seja como o projeto ser
traduzido numa linguagem de programao e como os testes tm de ser realizados.
3. A
29 fase de manuteno que concentra-se nas mudanas que esto
associadas a correo de erros, adaptaes e melhoramento funcional do software. A analise de requisitos como j citada uma etapa sempre presente na fase de definio do software, sendo formada por um conjunto de tcnicas empregadas para levantar, detalhar, documentar, e validar os requisitos de um produto de software (PAULA apud AZEVEDO, 2003). A engenharia de requisitos visa a aplicao de tcnicas de engenharia em mtodos de anlise de requisitos, sendo que a analise de requisitos efetua uma ligao entre a necessidade de informatizao de processos de negcios ao projeto de software, como demonstrado na figura 10 (AZEVEDO, 2003):
Processos de Negcio
Analise de Requisitos de software
Projeto De Software
Figura 10: Limites da Analise de Requisitos. Fonte: AZEVEDO, Delmir Peixoto Jnior. Aplicao da Tcnica de Modelagem de Negcio com UML a processos Iterativos de desenvolvimento de software.Tese de Mestrado em Engenharia de Produo-UENF.Campos,2003
30
A partir destes conceitos podemos considerar que a engenharia de software, pode facilitar o reuso, a melhor funcionalidade, a melhor perfomace, compreensibilidade, economia do sistema a engenharia de software. Este trabalho tem como foco a modelagem de processos de negcios e a definio de requisitos para o desenvolvimento de um mdulo de um sistema de informao, para isto iremos utilizar conceitos de modelagem de empresas.
4.9. Modelagem de Empresas. Segundo Michael Pidd (1998), um modelo uma representao de parte da realidade vista pela pessoa que deseja usar aquele modelo para entender, mudar, gerenciar e controlar parte daquela realidade. Vernadat (1996) define modelo como uma abstrao da realidade expressa por algum formalismo definido por um mtodo de modelagem em funo do objetivo do usurio. A modelagem de empresas est relacionada s seguintes questes : o que (refere-se as operaes e objetos processados pela empresa), como (refere-se a maneira como as coisas so feitas), quando (fornece uma noo de tempo e est associado aos eventos representando mudanas no estado da empresa), quanto (por exemplo aos aspectos econmicos), quem(refere-se aos recursos ou agentes) e onde(aspectos logsticos, por exemplo). A complexidade existente nos processos de negcios, e em vrios projetos requerem um melhor gerenciamento de forma colaborativa, participativa e integrada, gerando a necessidade de integrao por meio de diferentes perspectivas (VERNADAT,1996): Integrao de mercados. Integrao de diferentes locais de manufatura e desenvolvimento. Integrao de fornecedores e consumidores. Integrao entre a manufatura e projeto.
31 Integrao de componentes de hardwares e softwares de diferentes fornecedores/vendedores. A Modelagem da Organizaco permite no s melhor entender requisitos organizacionais que iro interferir nos sistemas, mas tambm identificar alternativas para os vrios processos da organizao, facilitando os esforos durante o desenvolvimento do sistema de informao e permitindo que a anlise organizacional seja mais bem integrada aos processos de desenvolvimento do sistema (PADUA,2002). Com a ajuda da modelagem, possvel simplificar drasticamente a descrio dos processos abstraindo fatos complexos. O objetivo de se modelar aumentar a transparncia dos relacionamentos empresariais, orientando os processos de negcios, para concentrar-se nos componentes relevantes (KELLER e TEUFEL, 1998). A arquitetura Cimosa (Computer Integrated Manufacturing Open System Architecture) foi desenvolvida pela associao AMICE em 1993 para dar suporte uma srie de projetos do consorcio ESPRIT financiados pelo Comit Europeu, e tem como objetivo gerenciar mudanas e integrar seus recursos e operaes para fazer face a competio mundial (VERNADAT, 1996). A arquitetura de modelagem Cimosa promove a modelagem descritivo ao invs modelagem prescritiva das operaes. A estrutura da modelagem Cimosa consiste em duas partes(VERNADAT, 1996): Arquitetura particular um conjunto de modelos documentando o ambiente CIM(Manufatura Integrada por Computador) do usurio. Arquitetura de referncia usada para ajudar os usurios de negcios no processo de construo de sua prpria arquitetura particular como um conjunto de modelos descrevendo os vrios aspectos da empresa em diferentes nveis de modelagem. A arquitetura de referncia separada em duas camadas: uma camada genrica proporcionando blocos de construo genricos e uma camada de modelos parciais consistindo de uma biblioteca de modelos parciais classificados
32 e re-usveis para algum setor da indstria, ou seja, modelos que podem ser adaptados s necessidades especficas da empresa (VERNADAT, 1996). Um modelo de referncia deve conter um determinado grau de generalidade e ser customizvel. Um modelo de referncia deve servir de base para discusso, uma sugesto formal ou semi-formal para a elaborao de modelos especficos, trazendo informaes referentes ao projeto de um processo de negcio (VERNADAT, 1996). ' Para Scheer (1998),os modelos de referncia podem ser desenvolvidos em situaes reais ou tericas e documentam o know how de um processo que pode ser utilizado por outros. Para Keller e Teufell (1998) os modelos de referncia podem ser aplicados nos seguintes casos:
Experincia acumulada em um tipo de negcio. Solues de processos de negcios implementadas e executadas em software de gesto empresariais.
Para Curtis et al. (1992) as tcnicas de modelagem devem ser capazes de representar quatro vistas bsicas que esto relacionadas ao entendimento de como funcionam os processos de negcios:
Aspectos funcionais - descrevem o que deve ser feito. Aspectos seqenciais e lgicos- descrevem o comportamento, isto , o como e quando. Aspectos de informao- descrevem os dados que sero utilizados e produzidos. Aspectos organizacionais- descrevem os responsveis pelas funes.
As arquiteturas de referncia, facilitam a anlise, a discusso e especificao, provendo uma forma de examinar, conciliar e tratar uma questo. Vernadat (1996) cita como as arquiteturas mais representativas:
33 Cimosa (Computer Integrated Manufaturing- Open System Architecture) Grai/Gim (Graphes Resultats et Activits Interrelis/ Grai Integrated Method) Pera ( Purdue Enterprise Reference Architecture) Geram (Generalized Enterprise Reference Architecture and Methodology) Aris ( Architecture for Integrated Information System)
4.10. UML.
A UML (Unified Modeling Language) " uma linguagem grfica para especificao, construo, visualizao e documentao de um sistema de software (BOOCH, et al. 2000)." Segundo Furlan (1998) o mtodo OOSE (Object-Oriented Software Engineering) uma abordagem que focaliza casos de uso que fornece excelente suporte a anlise de modelos de requerimentos e anlises que consistem no conjunto de caso de uso. Grady Booch e James Rumbaugh na Rational Software Corporation iniciaram os trabalhos na UML em 1994. Suas metas eram a criao de um novo mtodo, um "Mtodo Unificado" que iria unir os mtodos Booch e OMT-2, onde Rumbaugh era o principal desenvolvedor. Em 1995 Ivar Jacobson - o homem por trs dos mtodos OOSE e Objectory - uniu-se ao grupo. A Rational software ainda adquiriu a Objective Systems, a companhia sua que desenvolvia e distribua o mtodo Objectory. Neste ponto, os futuros desenvolvedores da UML perceberam que seus trabalhos estavam mais direcionados na criao de uma linguagem padro de modelagem e renomearam seu trabalho para "Linguagem Unificada de Modelagem".( SCHACHERl, 2003) A OMT (Object Modeling Technique), especialmente expressiva para a anlise de sistemas de informao, contribuiu com o Diagrama de Classes e Diagrama de Estado. Do Booch, a UML utilizou o Diagrama de Estado, Diagrama
34 de Classe, Diagrama de Objetos (de onde surgiu o Diagrama de Colaborao), o Diagrama de Processo (originando o Diagrama de Implementao) e o Diagrama de Mdulo (resultando o Diagrama de Componente). O mtodo Fusion tambm teve sua colaborao com o Grafo de Interao de Objetos. E o Statecharts de Harel, contribuiu para a criao do Diagrama de Atividade (LARMAN, 2000).A seguir descreve-se os diagramas da UML.
4.10.1. Diagrama de Casos de Uso (Use Cases Diagram).
o diagrama que representa a seqncia completa de eventos de um ator que executa o sistema, ou seja, a seqncia de passos que descrevem as interaes entre o usurio e o sistema (LARMAN, 2000).
4.10.2. Diagrama de Classes (Class Diagram).
considerado como a viso lgica esttica da estrutura do sistema e descreve os tipos de objetos do sistema e os relacionamentos entre eles. Neste diagrama so definidas as classes, atravs de seus mtodos e atributos (FURLAN, 1998).
4.10.3. Diagramas de Interao (Interaction Diagrams).
So estticos por natureza e teis para capturar a representao dos objetos e suas interaes no tempo de execuo, em geral partindo de um caso de uso (evento de entrada). So divididos em dois tipos (FURLAN ,1998): Diagrama de Seqncia, que mostra as interaes entre os objetos a partir de um evento disparado pelo usurio em forma de linha de tempo .
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Diagrama de Colaborao, que mostra as ligaes estticas entre os objetos e como elas so ativadas a partir de um evento e as mensagens entre os objetos, ordenadas em tempo de execuo.
4.10.4. Diagrama de Estados (State Diagram).
a descrio comportamental dos componentes do sistema,
demonstrando todos os estados de um objeto, como esses estados mudam (transies) e como os objetos podem responder aos eventos (FURLAN,1998).
4.10.5. Diagrama de Atividades (Activity Diagram).
Considerado uma variao do diagrama de estados, ou seja o estado de ao, mostrando os fluxos de execuo internos do sistema. Em geral a partir dos diagramas de casos de uso, permitem a representao de concorrncia na execuo de fluxos, atravs da tcnica de desenho em swimlanes que so as responsabilidades relacionadas s atividades ou seja so desenhados as atividades do sistema ( FURLAN,1998).
4.10.6. Diagrama de Implementao (Deployment Diagram).
Utilizada, juntamente com o Diagrama de Componentes, para representar os relacionamentos fsicos e lgicos entre os componentes de hardware e software do sistema, sendo bastante aplicado onde necessria uma representao da distribuio de componentes de um sistema ( FURLAN,1998). Diagrama de Componente- um grfico de componentes com o propsito de modelar a viso de implementao e seus relacionamentos.
36 Diagrama de Implantao- denota vrios dispositivos hardware e suas interfaces fsicas como processador, impressora, memria e disco. Pode-se dizer que o objetivo principal da UML definir uma linguagem de modelagem visual e expressiva, no sentido de prover facilidades na visualizao, ou seja, o pleno entendimento das funes de um sistema a partir de diagramas que o representem, no gerenciamento de complexidade, permitindo uma representao simplificada das atividades do sistema, ou seja, que cada aspecto funcional dele seja representado em modelos especficos e, por fim, na comunicao, unificando a comunicao da equipe de desenvolvimento na forma de diagramas. Tsai e Sato (2003) propem um modelo em UML para Planejamento, Programao e Controle da Produo contemplando que um sistema Integrado de Planejamento de requisitos de materiais, programao orientada a tarefas/operaes, compras e controle da produo, para processar/tratar as incertezas, considerando o estoque, pedidos de compras liberados e trabalhos/materiais em processo(WIP). A figura 10 mostra o diagrama de classe do modelo proposto por Tsai e Sato (2003):
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Figura 11: Diagrama de Classe do APPCS. Fonte: TSAI, Tunglun; SATO Ryo.A UML Model of agile Prodution Planning and Control System.Computer In Industry.2003.
5. Formulao do Problema (problemtica). medida que as empresas procuram maximizar seus investimentos em tecnologia da informao e minimizar seus custos, o software livre passa a ser cada vez mais atraente, principalmente por questes financeiras. Muitas tcnicas tradicionalmente aplicadas no desenvolvimento de software tratam de aspectos relacionados funcionalidade do sistema, descrio de atividades e entidades, s entradas que devero ser transformadas e s sadas que devero ser produzidas, porm sem considerarem aspectos mais amplos como: os objetivos da organizao, regras do negcio, restries, aspectos no funcionais relacionados qualidade, confiabilidade e flexibilidade das empresas. A grande motivao desse trabalho est em mostrar solues para os problemas de captura correta de requisitos, principalmente com aspectos ligados organizao que em geral no so considerados. Esses aspectos so fundamentais compreenso das reais necessidades e interaes dessas organizaes, bem como desenvolver um produto (prottipo). Um dos principais empecilhos na implantao de um ERP existente na atualidade o preo do mesmo que pode vir a onerar receitas de pequenas e medias empresas, sendo esses sistemas de informao caros, complexos e de difcil implantao. necessrio salientar que indispensvel uma perfeita documentao dos processos se o ERP deseja ser implantada com sucesso, pois esta documentao a base para a gerao de novos cdigos. Assim surge a questo como documentar de forma satisfatria os processo, informaes e componentes de software e assim facilitar a implementao ou alterao de mdulos de ERPs ?
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6. Hiptese. O desenvolvimento de modelos de referncia em UML possibilita a documentao dos processos e armazenagem de informaes facilitando a criao de sistemas ERP de cdigo aberto para o Planejamento, Programao e Controle da Produo.
7. Metodologia. A pesquisa a ser desenvolvida ter como base o raciocnio dedutivo que tem o objetivo de explicar o contedo das premissas por intermdio de uma cadeia de raciocnio em ordem descendente, de anlise do geral para o particular, chegando a uma concluso. A pesquisa ser realizada quanto aos fins de forma metodolgica, pois ser pertinente a instrumentos de captao e criao de um modelo para descobrir a realidade de um contexto. A pesquisa constituda das seguintes fases: Fase I Pesquisa bibliogrfica . Fase II Construo do modelo. Fase III Desenvolvimento de um Prottipo. Fase IV Realizao de cases de Testes. Fase V Dissertao. Fase VI Defesa da Dissertao.
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8.Cronograma. Mar Abr
Fase I Fase II Fase III Fase IV Fase V Fase VI X X
Mai X X Jun X X
jul X X X
Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar
X X
X
X X
X X
X X X
X
9. Resultados esperados. Espera-se com esta pesquisa obter um modelo de referncia de PPCP , de modo que sirva de base para o projeto tanto do prottipo a ser desenvolvido para o projeto ERP 5 em ambiente Linux, bem como para o desenvolvimento de outros projetos futuros que precisem de uma referncia de modelagem na rea de PPCP.
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